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Pelé: O ritmo oculto do Rei

  • June 2, 2026
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CarlosMX
One Hit Wonder

 

Todo mundo tem na memória o Pelé que bailava para cima dos rivais no gramado do Maracanã, mas... você sabia que ele também mandava super bem no microfone? Quando as luzes do estádio se apagavam, o Rei se trancava nos quartos dos hotéis de concentração com um violão na mão. Para Edson Arantes do Nascimento, a música não era um simples passatempo para matar o tempo; era o seu refúgio e a sua outra grande paixão.

Um craque no sapatinho (e com pseudônimo)

Desde novinho, lá nos anos 50 e 60, o Pelé já mostrava ter um ouvido afinadíssimo para a bossa nova e o samba. Mas, enquanto a sua carreira no futebol decolava, ele preferiu manter as suas composições no modo "perfil baixo".

O motivo? O próprio Pelé confessava, rindo, que não queria que o público comparasse a sua genialidade com a bola ao seu talento com o violão, nem que pensassem que ele estava levando o futebol na brincadeira. Então, para evitar falatório, ele registrou muitas das suas primeiras músicas usando pseudônimos! Um verdadeiro agente secreto do ritmo.

Do vestiário para os grandes palcos

A grande estreia musical do astro aconteceu em 1977, e ele entrou pela porta frente: colaborou com a lenda da nossa música Sérgio Mendes para a trilha sonora do seu próprio documentário. Ali, o Pelé não só cantou, mas também mostrou que mandava bem nas cordas.

E não parou por aí! Mais tarde, ele se deu ao luxo de gravar um disco com ninguém menos que Elis Regina, uma das maiores vozes da história do Brasil. Moral pura!

Curiosidade: O seu catálogo musical foi super variado. Ele compôs desde a famosa música "ABC" para campanhas de alfabetização infantil, até o hino "Esperança" para os Jogos Olímpicos do Rio 2016.

O ritmo corre nas veias

Quem dividiu o estúdio de gravação com ele sempre dizia a mesma coisa: o Pelé não era nenhum improvisado. Ele tinha um senso de tempo natural. Afinal de contas, aquele gingado que ele tinha nos pés para driblar, inevitavelmente subia para as mãos na hora de tocar o violão.

No fim das contas, o Rei provou que, no Brasil, o futebol e a música nascem do mesmo lugar: do coração, da alegria e da ginga. Quando chegou a hora de pendurar as chuteiras, as notas musicais viraram a sua melhor jogada para continuar espalhando o seu eterno sorriso pelo mundo.

 

“Não queria que o público fizesse a comparação entre o Pelé compositor e o Pelé jogador de futebol. Isso teria sido uma enorme injustiça. No futebol, o meu talento foi um dom de Deus; a música foi apenas por diversão.” — Pelé