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Motionless in White Decades - Lançamento

  • July 18, 2026
  • 1 resposta
  • 34 exibições

Rodrigo Menezes
Super User
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Dia 17/07/2026 foi lançado o álbum Decades da banda Motionless in White o disco celebra mais de 20 anos de carreira da banda, misturando elementos do passado, presente e futuro de sua sonoridade com participações especiais de peso, como Corey Taylor (Slipknot). 

Decades, o sétimo álbum de estúdio do Motionless In White, é uma ambiciosa celebração de 20 anos de carreira da banda americana de metalcore gótico, lançado em 17 de julho de 2026 pela Roadrunner Records. O disco equilibra peso industrial, ganchos pop e forte influência eletrônica e synthwave oitentista.

Análise Geral do Álbum e Sonoridade: 

  • Evolução vs. Nostalgia: O álbum funciona como uma retrospectiva refinada da identidade do grupo, resgatando elementos desde a era de Creatures até a maturidade de Scoring the End of the World, sem soar repetitivo. 
  • Eletrônica e Oitentismo: O uso de sintetizadores e texturas dos anos 80 ganha destaque em faixas com pegada "cyberpunk" e climas de filme de terror B, como o cover sombrio de "Sunglasses At Night" (de Corey Hart) e "Blood Rave"
  • Parcerias de Peso: Colaborações marcantes como Corey Taylor (Slipknot) em "Playing God", Skylar Grey em "R.I.P." e Anthony Martinez (Dark Divine) em "Blood Rave" acrescentam identidade sem parecerem apenas estratégias de marketing

Faixa a Faixa: 

1. "Decades"

A faixa de abertura é praticamente um manifesto. Chris Motionless canta sobre sobreviver às críticas, às mudanças da indústria e ao tempo, reafirmando que a banda continua relevante. Musicalmente, lembra a agressividade de Creatures e Infamous, com riffs rápidos, blast beats e um refrão épico. É uma declaração de identidade: "ainda estamos aqui".

2. "log_in//crash_out"

É a crítica social mais evidente do álbum. A música aborda vício em redes sociais, alienação digital e a sensação de viver conectado, mas emocionalmente vazio. Os sintetizadores, glitches e elementos eletrônicos reforçam esse conceito, aproximando a banda de influências industriais e cyberpunk.

3. "R.I.P." (feat. Skylar Grey)

A participação de Skylar Grey cria um contraste entre vulnerabilidade e agressividade. A letra pode ser interpretada como o "funeral" de um relacionamento tóxico ou até de uma versão antiga de si mesmo. É uma das faixas mais acessíveis do álbum, equilibrando melodia pop com peso.

4. "Fight Like Hell"

É uma música de resistência. O tema central é continuar lutando mesmo quando tudo parece perdido. O instrumental lembra o nu metal do início dos anos 2000 misturado ao metalcore moderno, com um refrão pensado para grandes festivais.

5. "Playing God" (feat. Corey Taylor)

Uma das músicas mais pesadas do disco. A letra critica pessoas que agem como juízes absolutos nas redes sociais, espalhando ódio e desinformação. Corey Taylor acrescenta ainda mais agressividade, transformando a faixa em um ataque direto à cultura do cancelamento e à toxicidade online.

6. "All That I've Ever Known"

É um momento mais emocional. A letra fala sobre apego, mudança e medo de perder aquilo que construiu sua identidade. O refrão é bastante melódico, enquanto o breakdown eletrônico dividiu opiniões entre fãs e críticos.

7. "Blood Rave" (feat. Anthony Martinez)

Inspirada no imaginário dos filmes de vampiro, especialmente na estética de horror que sempre influenciou a banda. A música mistura elementos industriais, eletrônicos e metalcore, funcionando quase como uma festa macabra. Apesar do conceito divertido, alguns fãs esperavam uma participação maior de Anthony Martinez nos vocais extremos.

8. "Love At First Bite"

É uma brincadeira com o clichê do "amor à primeira vista", transformado em "amor à primeira mordida". O humor sombrio lembra o Motionless in White da época de Graveyard Shift, com referências claras ao cinema de horror dos anos 80.

9. "Count Back From Zero"

A faixa fala sobre recomeços. "Contar de volta ao zero" representa abandonar versões antigas de si mesmo para reconstruir a própria vida. Musicalmente alterna momentos calmos e explosões pesadas, embora alguns ouvintes tenham considerado seu breakdown menos impactante que o restante do álbum.

10. "Blood Pact"

O conceito é de lealdade absoluta — um pacto de sangue entre pessoas que permanecem unidas apesar das dificuldades. Também pode ser interpretada como uma homenagem aos fãs que acompanham a banda desde o início.

11. "Afraid Of The Dark"

Uma das músicas mais elogiadas. Em vez de falar do medo literal da escuridão, ela trata da aceitação dos próprios traumas e imperfeições. A mensagem é que a escuridão faz parte da identidade de cada pessoa, e enfrentá-la é mais importante do que negá-la. O equilíbrio entre emoção e peso fez dela um dos destaques do álbum.

12. "Sunglasses At Night"

É um cover do clássico de Corey Hart. Em vez de transformá-lo completamente, o Motionless in White preserva boa parte da atmosfera synth-pop dos anos 80 e acrescenta sua identidade gótica. A escolha da música reforça a forte influência oitentista presente em partes do álbum.

13. "Hollywood" (Bonus Track)

Uma crítica à superficialidade da fama, da indústria do entretenimento e da cultura da imagem. É uma faixa que combina bem com o tom crítico de músicas como "Thoughts & Prayers" e "Necessary Evil".

Visão geral

O interessante em Decades é que quase todas as faixas remetem a algum período da carreira da banda:

Peso de Creatures e Infamous: "Decades", "Fight Like Hell", "Playing God".
Industrial e eletrônico de Disguise e Scoring the End of the World: "log_in//crash_out", "Blood Rave", "All That I've Ever Known".
Atmosfera gótica e cinematográfica: "Love At First Bite", "Blood Pact", "Afraid Of The Dark".
Experimentação e influências oitentistas: "Sunglasses At Night".

E você o que achou do Álbum Decades ? 

 

1 comentário

CarlosMX
One Hit Wonder
  • July 18, 2026

Ótima a sua resenha! 

O álbum está muito intenso, pesado demais para o meu ritmo cardíaco, são desejos que derretem a minha cara :)