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O Deserto Não Mente: O Coachella 2026 Já É o Festival da Década!

  • April 15, 2026
  • 2 respostas
  • 65 exibições
Leonídia.Deezer
Community Manager
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História, polêmica, preços absurdos e o set mais icônico dos últimos anos. O Weekend 1 aconteceu. O Weekend 2 está chegando. Aqui está tudo o que você precisa saber.

 

"Demorou. Mas estamos aqui." — Karol G, palco principal, Coachella 2026


Todo abril, o deserto nos arredores de Los Angeles para de ser deserto. Vira o centro do universo musical. Duzentas e cinquenta mil pessoas. Sete palcos. Cento e sessenta artistas. Dois finais de semana de poeira, paetê, protetor solar e setlists que entram para a história.

O Coachella 2026 celebra 25 anos de existência. Um quarto de século de momentos que ninguém esquece: de Beyoncé reescrevendo as regras em 2018, passando por Prince em 2008, até Harry Styles comandando 100.000 pessoas em 2022. E esse ano? Esse ano entrou pra lista. 
 

Primeiro, os números. Porque eles são de cair o queixo.
 

Esgotou em menos de uma semana. 125.000 pessoas por fim de semana. Visitantes de mais de 60 países. Quase metade do público nunca tinha ido antes, o que diz tudo sobre o poder magnético desse festival.

Agora, os números que realmente impressionam:
 

$549–$649 — Ingresso GA (passe de 3 dias) $1.199–$1.399 — Passe VIP até $11.000 — Barraca de glamping de luxo (4 noites) $45.000 — Suíte premium por dia até $3.000 — Ingressos no mercado secundário $10 milhões — O cachê de Justin Bieber $120M+ — Receita total projetada com ingressos $375 — Gasto médio por pessoa dentro do festival


Dez milhões de dólares. É isso que Justin Bieber embolsou pelo seu set, o maior cachê da história do Coachella. O que ele fez com esse tempo de palco, a gente vai contar já já.
 

A experiência completa: ingresso, camping, voos, comida, merch sai entre $800 e bem mais de $4.000 por pessoa. A barraca de glamping de $11.000? Esgotou antes mesmo do lineup ser divulgado. A suíte de $45.000? Tem gente nesse mundo que reservou sem pestanejar. O deserto faz algo com as pessoas.
 

1ª SEMANA: Três noites, três histórias completamente diferentes.
 

Sexta-feira: Bem-vinde à Sabrinawood
 

Dois anos atrás, Sabrina Carpenter saiu do palco do Coachella, onde se apresentava como atração de apoio e disse para o público: "Nos vemos aqui quando eu for a headliner." Na sexta-feira, 10 de abril de 2026, ela cumpriu cada palavra.

A cantora de "Espresso" e "Please Please Please" transformou o palco principal numa produção digna de Hollywood, batizada de "Sabrinawood", com placa gigante, 20 músicas seguidas e participações de celebridades que derrubaram a internet antes mesmo do show acabar. Susan Sarandon chegou num carro vintage para entregar um monólogo dramático de sete minutos vivendo uma versão mais velha da própria Carpenter. Will Ferrell apareceu. Samuel L. Jackson apareceu. Sam Elliott apareceu. O LA Times chamou de "bizarro." Os fãs chamaram de icônico. Os dois estão certos, e esse é exatamente o ponto.

Ainda na sexta: BINI se tornou o primeiro grupo filipino a se apresentar no Coachella. Katseye fez sua estreia. Addison Rae... sim, aquela Addison Rae... subiu ao palco principal e chamou Maddie Ziegler numa parceria que surpreendeu até os mais céticos. O festival mal tinha começado e já entregava demais. 

 

Sábado: O Notebook, a Lenda e os $10 Milhões
 

Ninguém sabia o que esperar de Justin Bieber. Primeira apresentação oficial dele no Coachella. Anos longe dos holofotes por conta de problemas de saúde. O retorno de um dos artistas mais seguidos do mundo. O cenário estava montado para algo enorme.
 

O que o público encontrou foi um notebook.
 

Bieber colocou um laptop no palco, abriu o YouTube e deixou os comentaristas da internet votar no setlist em tempo real, transmitindo seus próprios clipes nos telões atrás dele. As reações foram imediatas e opostas. Críticos chamaram de "preguiçoso" e "a pior apresentação headliner da história do festival." Fãs viram algo diferente: um artista vulnerável, em paz consigo mesmo, dividindo música da forma mais direta e honesta possível. Kid Laroi, Wizkid e Tems subiram ao palco e injetaram energia ao vivo. Bieber encerrou com voz embargada: "Esta noite foi linda. Sempre foi um sonho meu me apresentar aqui." 


O sábado ainda entregou a reunião dos 20 anos do BigBang, um marco do K-pop que levou uma geração inteira ao delírio, e Iggy Pop, 78 anos, completamente indomável como sempre. 


Domingo: História. Ponto final.
 

A noite de domingo no Coachella 2026 foi diferente de qualquer noite nos 27 anos de história do festival. Não é exagero. É fato.

Karol G, Carolina Giraldo Navarro, nascida em Medellín, na Colômbia se tornou a primeira artista latina a headlinear o palco principal do Coachella. Vinte e sete anos de festival. Lendas, ícones, artistas que definiram gêneros inteiros já pisaram naquele palco. Mas uma mulher latina encabeçando o cartaz principal? Nunca tinha acontecido. Até aquela noite.
 

"Antes de mim, tantas artistas latinas lendárias me deram a oportunidade de estar aqui hoje. Demorou. Mas estamos aqui."
 

Ela chegou num palco projetado como uma antiga casa de adobe, com estética de selva, projeções de pinturas rupestres e tochas iluminando a entrada. Abriu com "Latina Foreva" e o campo explodiu.

 

Chamou Mariah Angeliq para "El Makinon." Trouxe Becky G para um "Mamiii" arrepiante. Estreou uma faixa inédita ao lado de Greg Gonzalez, do Cigarettes After Sex, uma colisão de mundos que ninguém previu. Wisin apareceu para virar o festival numa arena de reggaeton puro. Uma banda de mariachi formada só por mulheres tocou atrás dela. Ela dançou sobre uma arara gigante. Trocou de roupa quatro vezes. E no meio de tudo isso, parou tudo para falar diretamente com o público … em inglês ... sobre o que a comunidade latina enfrenta nos Estados Unidos hoje.

"Não sintam medo. Sintam orgulho. Levantem a sua bandeira."
 

O deserto ficou em silêncio por um segundo. Depois, explodiu. 

 

Ah, e o Brasil? Luísa Sonza estava lá. No palco. No deserto. Na história.


A 2ª SEMANA está chegando. E a música ainda não acabou.
 

Mesmo palco, mesmas estrelas mas nunca o mesmo show. Os artistas ouvem o público, ajustam os sets, trazem novos convidados. Sabrina Carpenter volta com a Sabrinawood. Justin Bieber sobe ao palco de novo com a internet inteira de olho nele. E no domingo, Karol G fecha o festival mais uma vez, a primeira headliner latina da história do Coachella, com uma segunda noite no deserto para deixar sua marca.

Se a 1ª SEMANA foi história, a 2ª SEMANA é o encore.
 

Alguma apresentação no Coachella te deixou sem fôlego? A gente também.
Conta pra gente o seu set favorito nos comentários abaixo. 👇

 

 

2 comentários

Kevincaldeira
One Hit Wonder
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  • One Hit Wonder
  • April 15, 2026

Eu fiquei apaixonado pelos shows da Sabrina e Karol G 💜

Chocado que não vende ingresso por dia e sim só os 3 dias.


Leonídia.Deezer
Community Manager
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@Kevincaldeira, Sabrina e Karol G n combinação impossível de resistir! 

E essa política dos 3 dias é uma das polêmicas clássicas do Coachella mesmo! 😅 Por um lado, garante que o festival seja uma experiência completa e imersiva. Por outro, o bolso chora antes mesmo de chegar no deserto... $649 só de ingresso GA é muita coisa! Mas quem foi diz que vale cada centavo, né? 😂

Qual dos dois sets te marcou mais, o da Sabrina ou o da Karol G?