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Pearlman e a sua fraude contra os Backstreet Boys e o NSYNC | CarlosMX

  • June 15, 2026
  • 1 resposta
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CarlosMX
One Hit Wonder

 

 

Se você cresceu nos anos 90 ou simplesmente ama uma viagem nostálgica, com certeza sabe de cor os refrões dos Backstreet Boys ou do NSYNC. Aquelas coreografias perfeitas, as camisetas três tamanhos maiores e as carinhas de bons meninos que derretiam corações. Mas por trás de toda essa magia pop, havia um senhorzinho bonachão, gordinho e sorridente que acabou se revelando o verdadeiro "rei da malandragem": Lou Pearlman, também conhecido no submundo dos negócios como "Big Poppa".

Segurem-se, porque esta é a história de como um cara passou a perna nas bandas mais famosas do planeta.

Dos aviões às "Boy Bands"
O nascimento do império

Para entender a falcatrua, é preciso saber de onde saiu esse personagem. Lou Pearlman não era produtor musical; o cara tinha um negócio de aluguel de dirigíveis e voos charter. Conta a lenda que, um belo dia, ele alugou um avião para ninguém menos que os New Kids on the Block e, ao ver os milhões de dólares que aqueles garotos geravam, acendeu uma luzinha na cabeça de Lou e ele disse: "É aqui que eu me dou bem".

Sem perder tempo, ele colocou um anúncio no jornal de Orlando procurando garotos que cantassem e dançassem. Foi assim que recrutou Nick, Brian, AJ, Howie e Kevin. Ele bancou um apartamento para eles, pagou aulas e os lapidou até nascerem os Backstreet Boys. O sucesso foi uma loucura total.

Como viu que o negócio era uma mina de ouro, repetiu a fórmula e montou a concorrência: o NSYNC (com um jovem Justin Timberlake na liderança). Depois vieram O-Town, LFO e Aaron Carter. Lou era, supostamente, o Rei Midas da música.

A dura realidade
Muito canto, pouco dindim

Aqui é onde a porca torce o rabo. Imagine que você é um Backstreet Boy em 1997: vende milhões de discos, lota estádios pelo mundo todo, não consegue nem sair na rua por causa da histeria das fãs... e quando o seu cheque de lucros chega, acontece que é pela poderosa quantia de apenas... 10.000 dólares! Sim, você leu certo. Enquanto o grupo gerava mais de 50 milhões de dólares, os garotos ficavam com uma mixaria.

Como ele fazia para passar a perna em todo mundo? Acontece que o astuto "Big Poppa" assinou os contratos com uma armadilha de mestre: ele era o empresário do grupo, mas também se colocou como o "sexto membro" dos Backstreet Boys (e o sexto integrante do NSYNC). Assim, ele recebia como produtor, como empresário e ainda levava uma fatia do bolo como se fosse mais um cantor. Um gênio do mal!

A farsa caiu e os processos chegaram

Obviamente, os garotos não eram bobos. O primeiro a cheirar o rastro da mutreta foi Brian Littrell, dos Backstreet Boys, que contratou um advogado para revisar as contas. Quando descobriram o tamanho da palhaçada, meteram um processo daqueles de fazer chorar.

Pouco tempo depois, Justin Timberlake e a galera do NSYNC perceberam que estavam na mesma situação de "exploração pop" e também mandaram Lou pastar, conseguindo se libertar de suas garras após batalhas legais longuíssimas. No final, quase todos os artistas que ele empresariou acabaram processando o cara por fraude e roubo.

O outro "Grande Truque"
O esquema Ponzi

Mas esperem, que a fofoca fica ainda pior. O lance das bandas de música era só a ponta do iceberg. O verdadeiro negócio sujo de Lou Pearlman era um esquema Ponzi gigante (aquela famosa pirâmide financeira onde você paga os investidores antigos com o dinheiro dos novos).

O triste fim de Big Poppa

Como tudo o que sobe tem que descer, em 2006 a farsa toda desmoronou. Quando o FBI começou a pisar no seu calcanhar, Lou aplicou o famoso "pernas para que te quero" e fugiu para Bali, na Indonésia. Mas a justiça tarda, mas não falha, e em 2007 ele rodou por lá.

  • Foi extraditado para os Estados Unidos.
  • Em 2008, foi condenado a 20 anos de prisão.
  • Em 2016, atrás das grades e abandonado por quase todo mundo, sofreu uma parada cardíaca e bateu as botas aos 62 anos.

Moral da história

No fim das contas, Lou Pearlman provou que era um visionário para o pop, mas um desastre na honestidade. Ele nos deixou músicas que hoje em dia continuamos cantando no karaokê com toda a força dos pulmões, mas à custa de deixar bem clara a lição mais importante da indústria musical:

"Galera, leiam muito bem os seus contratos antes de assinar".

 

 

1 comentário

Leonídia.Deezer
Community Manager
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@CarlosMX, que história!

Sabia que tinha algo errado nos bastidores, mas não imaginava que a fraude era nessa escala. O cara se colocou como "sexto membro" da banda pra ficar com a maior fatia.

Artigo incrível!